Valmir Jordão

> por Urariano Mota

 

   “A Queda

   Tropecei, caí na rua,
   ao tentar pegar,
   com as mãos, a lua”.


Esta
não é a primeira vez em que o encontro.

E aqui, como sempre, ele me
surpreende.

Desta vez, para esta entrevista, ele chega zen, diferente
do

seu natural agitado, satírico,  irreverente.

Da vez anterior, estava
deprimido,

amargo, bem diferente do seu modo alegre,

espirituoso, de
criações nascidas do ar, impagáveis.

Da primeira vez, ele estava
agressivo, raivoso, anárquico.

Mas tais encarnações fazem parte de uma
mesma pessoa.

Nada misteriosas. Desta vez ela está mais sereno porque,

digamos, entorpeceu a fúria entre cigarros.

Na segunda, anterior, a sua
tristeza vinha de

não saber onde iria morar.

Na primeira vez, a raiva
tinha origem em…

precisa mesmo de razões para uma

sensibilidade estar
com raiva deste mundo? 
 

Este
homem, que se apresenta agora, é autor de

versos que hoje correm mundo,
tão antológicos que

viraram quase domínio público,

“Coca para os ricos
/ Cola para os pobres / Coca-Cola é isso aí”.

E autor, também, além dos
magníficos versos

lá em cima, que tão eloqüente falam do seu

modo de
ser e estar no mundo, de versos que

falam não dos marginalizados, mas

como um marginalizado, de consciência poética:


AH, RECIFE
Dizem os bardos que uma cidade
é feita
de homens,
com várias mãos
e
o sentimento do mundo.
Assim Recife nasceu no cais
de um azul marinho e celestial,
onde suas artérias evocam:
Aurora, Saudade, Concórdia,
Soledade,
União, Prazeres, Alegria e Glória.
Mas nos deixa no chão,
atolados na lama
de sua indiferença aluviônica:
a ver navios com suas hordas
invasoras
e o Atlântico
como possibilidade
de saída…

No
entanto, o que mais me surpreende agora nesta entrevista é a sua

fé na
poesia, nos frutos e destino da literatura, apesar de todas as
adversidades.

Como aqui, neste trecho:

“Eu
não faço livro só pra vender. É o seguinte: a literatura pra mim é um
caminho.

Não é um fim de ganhar dinheiro, sabe? Nem meio de ganhar
dinheiro.

Pra mim ela é um instrumento de trabalho, que eu adoro fazer,
que eu amo fazer.

Agora, essa história do toma lá, dá cá, existe, sim,
porque você recebe muito carinho,

muita gentileza, e um livro não paga
uma gentileza. Nem há dinheiro que pague uma gentileza, entendeu?”

Vocês
entenderão a força de tal crença se souberem que o poeta vive disso,
que ele vive de poesia….

devemos dizer, se não nos contaminamos dessa
fé, que o poeta procura viver de poesia, tenta viver,

tropeça na rua só
de poesia, nada mais que poesia.

Que força penitente é essa? Entendam
melhor o que isso significa, na transcrição que fazemos do nosso
diálogo:

Como é o teu processo de trabalho?


Eu anoto, assim, tópicos. E começo a somatizá-los.  Assim, sem forçar a
barra.

Começo a pensar sobre eles e aquilo vai tomando conta. Fico
esperando o poema engravidar.

Se eu estiver muito interessado, isso
leva uns três dias. Se eu estiver muito focado nele.

Isso um poema, ou mais de um?

Dessa última vez exagerei, no livro Haikaindo na real. Foram 14

poemas em um dia e dez no outro. Uma gravidez fuderosa.

E quando você fez isso, quais eram as suas condições materiais de vida?

Materialmente, nada de próprio. Estava morando na casa dos outros,

estava sem emprego, vivendo de bicos, de fazer recital.

Pra pegar um mote seu, você faz tanto bico, que vive tempos bicudos.

Há muito tempo.

E seu processo de produção? Você escreve à mão?


Não tenho computador, nem máquina de escrever. Eu escrevo à mão.

Eu
acho ótimo esse processo, porque é o seguinte: quando escrevo à mão,

eu
memorizo o texto. Quando eu leio, eu tenho que ter um processo de
releitura,

pra poder memorizar. Eu tenho uma memória táctil. Eu tenho
que pegar na caneta,

escrever, fazer aquela palavra. Num processo de
criação isso é muito forte.

E depois de escrever num caderno, num bloco, você vai digitar?


Não, não. Eu deixo amadurecer uns três, quatro dias, e volto, pra
rebuscar.

E fico juntando. Quando tenho em torno de 40 ou 50 poemas, já
dá um livro.

Aí eu vou pra uma Lan House. Eu não tenho computador, detesto incomodar.

Você entrar no computador de um seu amigo, eu acho uma intromissão.

Aí na Lan, digito, coloco no meu email, guardo, e gravo num CD. Depois levo pruma gráfica.

Um livro de 40 poemas tem que custo?

Fica em torno de 2.000 reais, para mil exemplares. Aí eu vendo cada um a 10 reais.

Se você vender tudo, terá 10.00 reais.


Mas isso eu não vendo tudo. De 100 a 150 exemplares deixo pra
divulgação em jornais,

bibliotecas. Há também as pessoas que não podem
comprar,

e que você percebe que estão a fim de ler. Aí eu dou o livro.


De modo bem seco e contábil, se é possível. Você gastou 2.000 reais, e
f

aturou 8.000 reais, se muito. Diferença de 6.000 reais. Você ganha
isso em quanto tempo?

Se for sistemático, nessa abordagem aí, esgoto essa edição em um máximo de 6 meses.

Você acha então que teve lucro?


Eu acho o seguinte: deu pra pagar algumas contas,

e fazer uma
divulgação boa. Só que isso é uma microdivulgação.

Não é nenhuma Apple.
Mas um dia a gente chega lá…

Como é que você comercializa a sua poesia?


Em recitais. Mas a maioria das vezes eu faço apresentações em

escolas,
universidades, sindicatos, e levo o livro. Já fiz uma apresentação com
a Orquestra Sinfônica do

Recife, em novembro de 2004. Eu, França, Malungo, Fernando Chile, Miró, Cida.         

Você faz o recital e depois vende o livro às pessoas?


Antes de começar o recital, eu aviso: “Ó pessoal, eu estou com um livro
meu aí, de poesia”.

Eu recito uns 4 ou 5 poemas e saio vendendo.
Normalmente, sou bem recebido.

Mas já houve quem me dissesse, “isso é
coisa de veado”. Eu respondi, “é, compadre,

fazer o quê, não é?”. Mas
em um recital, nunca tive uma reação desse jeito.

A tua sobrevivência física no dia a dia, como é?

Oficinas de literatura, como estou fazendo agora.

Mas você não tem isso os 12 meses do ano. Nem tem décimo terceiro, nem férias.


Não, não.  Eu sou muito cigarra, mas tenho um lado formiga também.

Eu
guardo um pouquinho. Canto, e deposito uma parte desse canto, um terço.

E me mantenho com o restante.

Mas como bom ciclista, você não pode parar. Se adoecer, se ferra, não é?

É…
é…. mas é o seguinte, eu descobri uma coisa. Nunca fui atrás de
previdência,

de coisa nenhuma. Até pelo fato de que… desde os 13 anos
eu me mantenho.

Eu sei que tudo custa. Então eu corro atrás.  Agora eu
tenho uma outra forma.

Eu sou artista, não sou bandido, nem
comerciante.


Urariano Mota e Valmir Jordão


O
poeta agora tem 47 anos. Apesar da estatura, um pouco abaixo da média,

apesar da falta de armas físicas, é um homem de absoluta coragem
artística.

Quem o vê assim, não imagina uma conversa que teve com um
criminoso.

Ela havia emprestado 50 reais ao delinqüente, e ao cobrar o
pagamento

da dívida, recebeu a resposta:

– Não enche o meu saco, cara !

Ao que ele, Valmir Jordão, esse homenzinho convicto da sua singular diferença, respondeu:


Escuta aqui. Tu estás pensando que só porque tu és bandido,

eu tenho
medo, é? Eu sou artista, cara. Eu sou poeta, cara, tás me entendendo? 

Não
sabemos se o bandido entendeu, ou se até hoje imagina que artistas
assim possuem

uma entidade que os defenda de todas as balas e facas. O
certo é que ele compreendeu que

ali estava um ser de formação única, de
poderes estranhos mas dignos de respeito, porque até hoje o poeta está
vivo.

Mas
continua em perigo. Valmir Jordão vem de uma geração de poetas urbanos,

radicais no seu fazer poético, que fazem da poesia morte, vida e
profissão. São, por

baixo, mais de 50 poetas no Recife, das mais ricas
tendências, que se apresentam em

palcos, em shows, em recitais. Por
enquanto, tamanha é a cegueira, eles se fazem notar

mais pela palavra
falada que pela escrita. E a razão é simples, se perdoam a pobreza do
adjetivo.

Os seus poemas estão em edições
pequenas, de tiragens pequenas, de circulação pequena, de preço
pequeno.

Diferente dos grandes, eles são todos filhos de má família, um
eufemismo que apenas quer dizer,

como Valmir disse em MATER: “Não culpe
as putas / pelo comportamento / nefasto dos filhos”.

É de uma grande
brutalidade essa poética. Como em seu Monólogo de um

Cidadão da
Mauricéia Favelada, do qual copiamos as
estrofes:


“Princesa das águas sujas
das pontes e dos mendigos
não és digna da legião
de subversivos
gerados em bacanais.

Foda-se, Recife!
com a insurreição reacionária
com essas procissões
de famintos e esfarrapados,
com a decadente oligarquia
malária,
e seus poetas abandonados”.


Despertei para essa poesia quando faleceram dois poetas-símbolo do movimento,

Chico Espinhara e Erickson Luna.
O intervalo dos seus óbitos foi curto e

eloqüente. Chico, em fevereiro
de 2007, Erickson em abril de 2007.

Dois meses entre um e outro. De
males diferentes, mas de gênese única.

Ambos poetas cujo estilo de
vida, de aparência romântica, foi antes uma autodestruição

pelo álcool
e por outras drogas que não atingiram o veneno da legalidade.

Dois
poetas representativos de uma das tendências do movimento.

Mal refeito,
no começo de outubro do mesmo ano, recebi a pancada do óbito do poeta
França.

Diante disso, pude então sentir que, na próxima vez em que
encontrasse um poeta, deveria falar

bem alto o que eu pensava, para não
procurar depois uma inútil, compensatória estrela no céu.

Por isso cumpro um dever, quando lhe pergunto: 

Como chegou o seu  reconhecimento como poeta?


Foi no Diretório Central de Estudantes, da Federal, em 1990, quando
vendi numa noite 500 livros.

Pra mim aquilo foi impactante. Então foi
quando eu decidi abandonar as outras coisas.

Porque eu já fui
balconista, já fui auxiliar administrativo, trabalhei 10 anos na
Farmácia dos Pobres.

Como é que com profissões tão distantes do livro, você descobriu a poesia?


Porque eu tinha preguiça de fazer as atividades que eu estava
exercendo. Por pura preguiça.

Eu achava aquilo tão medíocre,
entendesse? Eu me disse: pra ganhar esse dinheiro que eu ganho aqui,

ralando 10 ou 12 horas por dia, eu ganho trabalhando pra mim.

Mas como você tomou contato com a poesia, vivendo num meio tão antipoético?


Aí foi leitura mesmo. Eu era comerciário, e freqüentei muito de 76 a
83, freqüentei demais a biblioteca do

SESC do Cais de Santa Rita.
Demais, demais. Eu tinha 2 horas de almoço. Eu comia e ia ler.

Mas tinha algum poeta, algum professor, que soprou no teu ouvido, “Valmir, o caminho é este”?

Não, não. Foi uma decisão minha, pessoal, a poesia. Isso aconteceu depois que li

Noticiário, de Alberto da Cunha Melo.
Pra mim essa foi a grande descoberta.

Que eu era capaz de fazer poesia.
Quando eu li aquele livro, Noticiário, de Alberto da

Cunha Melo. É isso
ai. Digo isso de coração. Não é nenhuma bajulação póstuma. Não sou
homem disso.

 

Eu
sei bem disso. No enterro do poeta França, enquanto outros choravam, se
maldiziam,

brincavam e sorriam, Valmir se acercou do caixão e, de
frente para o poeta negro, fez um recital

somente para França. Em voz
alta a recitar versos, como se conversasse na melhor língua que sabe
fazer.

Um monólogo cuja força era um diálogo, possível, impossível,
real e imaginário. 

Falava para França da radical opção de suas vidas,
na certeza de que razões de se viver também são razões de se morrer.

Um
homem assim tem que ser respeitado. É uma luz, ainda que se apresente
sem grana,

sem dinheiro às vezes nem para o ônibus. Como ele já nos
ensinou uma vez:

“Prefiro o brilho dos punhais
a essa paz dominada pelo medo.
Na disputa dos eternos ideais,
é como não dormir e morrer cedo”.

 

Quando foi que começou a fazer poesia?

À vera mesmo eu comecei em 1979. Tinha 19 anos.

O que é começar à vera?


Antes eu trabalhei como gazeteiro do Jornal Fluminense, em Angra dos
Reis, no Rio de Janeiro.

Mas eu sou natural do Recife, da Rua da Praia,
do Mercado de São José. Antes de ser poeta,

enveredei por outros
caminhos. Comecei numa escola de ator. Só que passei tanta fome no

teatro que, depois de 2 anos, deixei. O que escrevia antes era letra de
música, eu era compositor.

Você lembra como foi o seu primeiro poema?

Lembro. Era um poema de nome Figura Nordestina…

Como foi que você passou a ser reconhecido como poeta? Quando?


A partir de 1990, com o poema Justiça Total (recita), meu grande poema.

Mas é um grande porque assim, mais acessível. Porque, pra mim, o meu
grande poema é Agonia (recita):

       Quando as brumas dos sonhos dissipavam
       náufrago ao queimar os meus navios
       a minha alma, faca de dois gumes,
       açoitava o verão que oprimia
       e o tempo se tornou meu inimigo
       aderindo à revolta da anarquia.

       As flores exalavam asfalto quente
       e as cores se apresentavam deprimentes
       invoquei, implorei aos ancestrais
       pela volta da eterna primavera
       que os olhos esperavam entre dentes.

       Porém prefiro o brilho dos punhais
       a essa paz dominada pelo medo.
       Na disputa dos eternos ideais,
       é como não dormir e morrer cedo…

Outro meu grande poema é Ser ou não Ser Humano. Outro grande é Ilusão Idiótica, um soneto.

Até então a poesia pra você era inacessível.


Eu lia muito Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, eu gostava de crônica.
Não era poesia.

Mas aí quando eu li Noticiário, descobri que podia ser
poeta.         

Você então teve contato com Alberto da Cunha Melo, a partir disso aí?


Pessoalmente. Tomei muita cachaça com ele. Ele sempre foi um cara
terra, um cara amável.

A primeira coisa é que ele era uma estrela de
grandeza, então não tinha baixaria nenhuma.

Daí você passou a fazer e vender poesia?

 Eu
não faço livro só pra vender. É o seguinte: a literatura pra mim é um
caminho.

Não é um fim de ganhar dinheiro, sabe? Nem meio de ganhar
dinheiro.

Pra mim ela é um instrumento de trabalho, que eu adoro fazer,
que eu amo fazer. Agora,

essa história do toma lá, dá cá, existe, sim,
porque você recebe muito carinho, muita gentileza,

e um livro não paga
uma gentileza. Nem há dinheiro que pague, entendeu? Então eu tenho

esses valores também da lealdade, da consideração, acho isso muito bom.

 
E a sobrevivência espiritual?


Eu sou um homem que tenho o privilégio de acreditar nos orixás, de
acreditar no budismo…

mas não sou sacerdote de nada. Nem da poesia,
porque me sinto meio relapso.

Eu podia ser um poeta bem melhor. Por
exemplo, eu li o que me identifiquei. Eu não li o que está na moda.

Existem grandes poetas que deixei de ler. Eu acho uma burrice minha,
mas não saco Auden.

Mas gosto de William Blake. Mas gosto de Walt
Whitman…

O que você deveria fazer pra ser um poeta melhor? (Ruídos insuportáveis no bar, risos, barulho)


A busca… Eu me policio muito. No sentido de vaidade pessoal. Afinal
de contas, ninguém…

eu tenho duas teorias sobre o outro. Uma é
sartreana, o inferno são os outros.

A outra é mais coletiva, a de que
um mais um é sempre mais que dois. Eu tenho essa dialética, essa
dicotomia.

Mas o que isso tem a ver com um projeto de vida ou de trabalho pra ser um poeta melhor?

Não é a questão da forma, mais. É uma questão de ser coerente, pra não ficar aí sofismando.

Se você não se policiasse, você faria o quê?


Você é um correspondente de guerra! Você está buscando nas profundezas.
(Pausa)

Eu digo a você uma coisa: acho que eu estaria liderando uma
resistência política. Não partidária,

mas de movimento social.

Você lideraria o quê, um exército de marginalizados?


Eu acredito na cidadania. Não um exército de marginalizados. Eu iria
fazer uma

campanha, uma erradicação da marginalidade. Falar pra esse
povo sobre a cidadania de que eles não têm consciência.

Quais são as influências marcantes na sua poesia?


Não sou panfletário, mas adoro poesia política. Lorca, Neruda, Carlos
Drummond de Andrade.

Na poesia pernambucana tenho muitas. Alberto da
Cunha Melo, com Noticiário.

Ele me chamou a atenção de que eu era capaz
de escrever poesia. É um livro de 78.

Manuel Bandeira. Jaci Bezerra. Ângelo Monteiro.
Antonio Campos. Erickson Luna,

o grande mestre, o grande pareceiro,
porque éramos pareceiros.

Não éramos parceiros nem irmãos. Éramos
pareceiros. Geraldino Brasil.

Que influências não literárias tem a sua poesia?


A política. Eu despertei pra política muito cedo, com 16 anos. Mulher.
Boemia.

A minha mãe é uma sábia chinesa. É uma operária negra, uma
sábia chinesa. Ela sabe dividir.

Ela sabe o momento. Ela segue o Tao.
Ela sabe a hora da intervenção.

Ela deixa, ela quer ver até onde vai o
gênio de cada um dos filhos.

Ela dá aquela liberdade para educar. É uma
dialética diferente do dizer não.

Mas você não vai levar sua mãe pra cama.

Lógico que não. Adoro a mãe dos outros. (Risos)

Você recomendaria o ofício de poeta para os seus filhos?

Eu não tenho filhos. Mas se tivesse um, eu recomendaria a ele que o poeta transcende.   

 

NOTA:
A entrevista que acabam de ler foi enviada ao poeta, para a sua
aprovação.

Ele não pôde vê-la, por razões, digamos, materialmente nada
próprias.

Ainda assim autorizou-a, com uma de suas criações que ele
pega no ar, na hora. Pelo telefone me disse:

“Tudo vale a pena quando a
alma não tem um centavo”. 

(julho
de 2008)

 

URARIANO MOTA é escritor e crítico literário.
             urarianoms@uol.com.br


Postagem extraida da Página
http://www.interpoetica.com/entrevista_valmir.htm

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