Arquivo para março, 2009

Trepidant’s – Uma Banda Pernambucana

Posted in Música on março 28, 2009 by BernardoMontador
 

Trepidant’s

Biografia

Trepidant’s, Banda Pernambucana formada por
sete integrantes cujo lider
é o Vicente Jr.,

autor e intérprete da maioria das canções, com
estilo
voltado ao Pop-Dance-Rock, faz parte da geração

“Beatles” e chegaram ao
estrelato tocando

e cantando músicas somente em inglês.



Seu Mega-Hit,

conhecido internacionalmente é a música
 “Remember Me”, do álbum
“Trepidant’s”.



Foto recente – no Camarin do Clube Português – Recife – Pernambuco – 070-8-2009 – formação atual


Gravado em 1976 com selo Top Tape,

esse disco vendeu horrores,
considerando-se

os padrões de vendagem de discos da época.
Um
verdadeiro fenômeno.



Trepidant’s sempre levou legiões de fãs ao delírio

em shows
superlotados nos clubes recifense-olidense,

em Pernambuco, e fora do
Estado.

Fez inúmeros shows, inclusive, fora do
Brasil, encantando os
europeus que lotavam

as casas de shows por onde a Banda passava.


Capa do LP Os Grandes Sucessos – Trepidant’s


Trepidant’s, por ser uma banda estritamente local,

regional, foi
pioneira ao destrinchar as

fronteiras aquém do seu tempo, abrindo
caminho

para inúmeras bandas que procuraram copiar seu estilo
de
sucesso na época. Muitos até apelidaram a Banda,

chamando-os de os
“Creedence Brasileiro”,

por terem origens bem Parecidas…


Algumas canções que seguiram a trilha do

sucesso deixada ao longo do
tempo pelo

Mega Hit “Remember Me”: “The Way I Felt” ,
“Take My Home”,
“I’ll Come Back New Jersey”

e a formosa canção “São Francisco River”…


Esta ainda não é uma banda extinta. Trepidant’s,

apesar de ter mudado
um pouco de estilo,

ainda faz muito sucesso em Recife e Olinda,
lugares
que o agraciaram com o sucesso e

portanto, jamais esquecidos por eles.


Foto recente – no Camarin do Clube Português – Recife – Pernambuco – 070-8-2009


PS. Não quis aqui,desmerecer o autor do texto anterior,

tanto que
apenas o corrigi ortograficamente e acrescentei

algumas informações
relevantes para os inúmeros fãs

desta mega banda que por onde passa
encanta

corações a mais de três gerações.



(AMAJOBE)


Foto recente – no Camarin do Clube Português – Recife – Pernambuco – 070-8-2009

Faça Uma Viagem Cultural no
Fan Club – Nova California Seixas

Tony Rangel

Posted in Música on março 24, 2009 by BernardoMontador
Tony Rangel


Cantor e compositor Pernambucano, insistente na
carreira artística, apesar de não estar na mídia,
esse jovem nunca disitiu de ser o que é…

Já foi conhecido como Raulzito O Discípulo
e hoje e conhecido como Tony Rangel.

É na verdade um cover de estilo diversos, seu estilo atual
tem sido o brega, mas ele já vem misturando
forró com rock e brega.

Alguns dos maiores sucessos
cantados por ele são:

* O Maluco tá Certo
* A Linda das Mais Mindas
* Não Chores Mais Meu Bem
* Vem Comigo
* Borboletas
* Vendo Xuxa Na TV
* Bagunçando O Coreto


Tony Rangel, tem caracteristicas de cantores
pop-rock-brega e as vezes cómico,
e seu ídolo do rock é o cantor Raul Seixas.
em muitos de seus shows ele costuma
cantar músicas em homenagem a seu Ídolo.

Tony mora em Paulista litoral de Pernambuco
e espera ter seu destaque
nacional como compositor e cantor.

atualmente está concluindo seu novo trabalho
que é um livro contando suas histórias artisticas

Uma das obras cantada pelo artista atualmente
em destaque nacional é a música
Borboletas do novo CD Borboletas
de Victor & Leo


Conheça um Pouco Mais Sobre Esse Artista
no Fan Club – Nova California Seixas

Aleister Crowley

Posted in Ícones da História on março 22, 2009 by BernardoMontador
 
ALEISTER CROWLEY

     

ALEISTER CROWLEY

Edward Alexander Crowley

(1875 – 1947)

Para iniciar esta matéria seria importante salientar
que os dados da carta natal de Mr. Crowley segue
o padrão retificado por Fernando Pessoa, no entanto,
existe uma outra carta astrológica de Crowley,
pouco usada. Esta seria a original segundo o próprio Crowley,
mas acaba por não corresponder com a identidade deste
personagem controverso e misterioso ao mesmo tempo.

Crowley se auto intitulava  “A Besta do apocalipse”,
a história de sua vida nos mostra que sua mãe assim
o chamava “A Besta” pois era muito conflituoso o
relacionamento entre eles.


O pai lhe deixa uma fortuna considerável quando
morre e sua mãe, rígida na educação vai de encontro
com a vontade do jovem, que desde muito novo já
ansiava por correr livremente. A educação rígida
faz com que Crowley crie uma grande aversão para
os dogmas religiosos convencionais da época.

Crowley nasceu em 12 de outubro de 1875, às 23h16,
em Leamington Spa, Inglaterra. Tendo seu ascendente
em Leão, um signo de fogo fixo, o qual indica em primeiro
lugar uma personalidade forte, decisiva e, mesmo que errado,
não volta atrás. Se observássemos apenas o ascendente,
já seria mais que suficiente para determinar muitas
facetas de Crowley, ainda mais que possui a cúspide
da casa dois também em leão, deixando este signo
extremamente forte.

12 de outubro de 1875, às 23h16,
em Leamington Spa, Inglaterra
00e00 52n18 001w31

 


Leão é de princípio ativo, que não aceita ficar
doente ou parado, tem a necessidade de caminhar
livre pelo mundo, que não aceita
ser contrariado ou corrigido.

Crowley pertenceu a várias seitas ocultistas,
maçônicas e dogmáticas e de muitas foi expulso,
em muitos casos por ser intransigente
e abnegado de normas.

Não aceitava ser menos que seus mentores.
Facilmente arrumava inimigos com este aspecto
de sua personalidade forte.

Até mesmo Mussolini o expulsou da Itália quando seus atos,
que não eram feitos “às escuras”,
começaram a chamar muita atenção.

Arrogante e muito orgulhoso, não era
difícil de encontrar-se em situações de confusão.
Mas ao mesmo tempo era idealista, ambicioso, criativo,
romântico e majestoso, o que lhe dava um certo
magnetismo para atrair pessoas para si e para os seus ideais.
Tanto que ainda hoje existem milhares de seguidores
de seus dogmas pelo mundo.


Netuno se encontra na cúspide da segunda casa,
ele é o regente de peixes na nona casa,
e netuno como regente de peixes na segunda
casa mostra que ele gastava o rico dinheiro
que seu pai, um cervejeiro de prestígio, o deixou,
de acordo com suas convicções.

Bem disposto para utilizar da fortuna para
apoiar suas filosofias e conceitos.

Netuno rege as invenções, a originalidade,
a ciência, a magia e o oculto.
É o contraste do interesse de Crowley pela astrologia,
ocultismo, pelas leis da natureza. Porém também
é o signo do futurismo, idéias, conceitos e
filosofias novas era na realidade o seu objetivo,
mas muito utópico. Ele não enxergava a
realidade de forma concreta, era muito
fantasioso em suas próprias teorias e filosofias,
tanto que mudava com muita freqüência aquilo que
acreditava.

Netuno se encontra em detrimento, e Crowley não se
sentia a vontade em lugares que não pertenciam a sua
realidade. Ou seja, era um forte leão se estivesse
num ambiente criado por si mesmo, uma espécie de lar
filosófico, mas seria um total fraco se estivesse
num ambiente que não era seu.



A isto podemos definir que Crowley era consciente
desta situação, pois evitava ao máximo estar em outros
lugares que não correspondesse com o meio ocultista,
boemio e luxurioso.

Com Saturno na casa 8 fazendo oposição exata a Urano,
uma das principais características de Crowley era a
individualidade, o “eu sei tudo”.

Era radical as suas idéias e não via com bons olhos
idéias inovadoras principalmente vindas de outras pessoas.

Esta individualidade em sua vida era tão grande e
preciosa para si, que o levou a adotar a
filosofia de Thelema, lê-se “Télema”, que o
princípio filosófico se resumia em:

“cada homem e cada mulher é uma estrela…
faze o que tu queres, pois há de ser tudo da lei!”

Ou seja, respeite minha individualidade que
respeitarei a sua. Esta filosofia era de
extrema importância para Crowley.

Também de personalidade boemia com Urano na
segunda casa, julgava que a vida noturna e
extremamente boemia era o melhor para seus dogmas.

Um ocultista convicto da magia noturna se sentia
fortemente à vontade em realizar cultos de magia
em meio a orgias, muito álcool e drogas.

As drogas na verdade faziam parte de sua vida,
a princípio indicado como tratamento, utilizou de
heroína até os 72 anos de idade, quando faleceu de
parada cardíaca, provavelmente causada pelo uso
prolongado das drogas e pelo enfraquecimento de sua saúde.

Com Netuno em touro na décima casa fica evidente que o
uso desta substância fez parte de sua vida mais como
uma extensão de sua realidade voltada ao ocultismo do
que um verdadeiro tratamento.

O seu princípio de apoiar a heroína como uma ponte de
ligação entre a realidade humana comum e a realidade
distorcida de seu mundo particular ocultista,
era em suma apenas o gosto pelo vício.

Voltando a Saturno na casa 8, expressando agora a
forma de sua morte, indica que a morte foi solitária
e triste. De uma forma lenta foi definhando a saúde.

Vivia da venda de seus livros e de doações de seus
seguidores, porém a fase final de sua existência foi
relativamente miserável e solitária.

Saturno aqui parece também exercer a função de “juiz”,
onde Crowley deveria  pagar pelos seus delitos e vida
desregrada.

Plutão também em Touro na casa 11 indica um lado
pouco conhecido deste homem, mostra que sua prisão
era ele mesmo e “ele” era o ocultismo que criou.
Mesmo que ele desejasse ser um homem livre vivia
preso em suas próprias filosofias.

Para uma maior compreensão vamos entender como funciona Plutão.
Tradicionalmente, Plutão rege o mundo subterrâneo e o que
não pode ser visto (inclusive os mundos desconhecidos
dentro de você, seu ser submerso ou subconsciente).



O mundo de Crowley sempre foi desde sua juventude
(porque não desde sua infância), o oculto. As aspirações
exotéricas que buscava, que vivia, que ensinava e aprendia,
também o torturavam e o aprisionava dentro de si.
Crowley acreditava que havia percorrido por um caminho
sem volta, e como era um homem que não voltava atrás
de suas decisões, jamais pôde admitir a si mesmo que
sua vida ao mesmo tempo em que liberta aos olhos do
mundo era uma prisão perpétua de sua própria doutrina.
Ele sabia que Thelema era uma filosofia interessante e
até certo ponto verdadeira, no entanto, se ele exigia
que todos respeitassem a sua vontade, por que não
conseguia aceitar a vontade dos outro? Isso não era Thelema,
era “meio Thelema” e isso o consumia em segredo.

Sei que muitos neste momento podem não concordar com
as palavras descritas acima, porém não podem negar o
fato de que assim foi sua vida e a sua personalidade.

Mas Crowley não foi apenas um “monstro”, mas sim um
gênio de extrema inteligência e conhecimento.
Gostaria de lembrar aqui que conhecimento é
diferente de sabedoria.

Com Netuno na casa 10 mostra um verdadeiro espiritualista
que tinha tudo para ser um verdadeiro líder espiritual.
Netuno regente de Peixes que se encontra na casa 9,
que é a espiritualidade, a liberdade de expressão e
ação entra em conflito com Touro que é terra e voltado
à vida material. Touro na casa 10 indica que a vida material
está totalmente ligada a profissão. Crowley tinha
como profissão a sua própria doutrina ocultista.

Ao mesmo tempo em que ganharia dinheiro com sua filosofia,
não conseguia guardar para si próprio, pois gastava
tudo naquilo que acreditava.

Isto o torturava e o incentivava, fazendo com que
fosse mais longe do que qualquer outro líder espiritual.

Urano na casa 2 reforça que sua vida profissional,
podemos chamar assim, estaria ligado a doutrinas e filosofias.
Um grande homem sem dúvida, porém muito controverso.

Uma realidade pode ser retratada aqui com Júpiter na
casa 4 em escorpião e Netuno na casa 10 em touro,
uma quadratura entre estes dois planetas aumenta
e muito a própria confusão interna. Sua filosofia
para si e para os demais era a mais pura verdade
e ao mesmo tempo, duvidava de suas crenças.

Não tinha certeza que trilhava o caminho em que
acreditava. No entanto não deixaria aparecer aos
demais que suas convicções para si mesmo eram confusas.
Esta era a sua prisão com Plutão em touro.

Observe no mapa de Crowley, que Júpiter e Netuno
fazem uma quadratura T com o ascendente, então,
esta dúvida o seguiria por toda a sua vida, pois
fazia parte da sua natureza.

A sua natureza era essencialmente ser controverso,
polêmico, apresentar uma nova filosofia ao mundo,
viver com uma dúvida – que o consumiria por toda
a sua existência – ser um líder religioso ou
filosófico (porém polêmico) e ser julgado por
si mesmo pelos seus atos – aqui gostaria de fazer
um parêntese, explicando que estes atos julgados
são exatamente aqueles que ele mesmo acreditava
como inverídicos, porém, não admitiria a ninguém.
e deixar a sua obra como prova de sua existência e
passagem neste mundo.

———————————————————–

Aleister Crowley foi sem sombra de dúvida o maior mago
do século XX. Suas explorações no campo das drogas e do
sexo são enfatizadas em demasia por quase todas as
pessoas que se põe a falar sobre ele. Essa sua faceta
poderia ser explicada (talvez até possa ser justificada)
como uma fuga genial da pútrida sociedade ultrapuritana
em que foi criado.

O protestantismo vitoriano foi uma das manifestações mais
repressoras de que já se teve notícia e Crowley,
juntamente com alguns artistas de vanguarda de sua
época teve a ousadia de se colocar contra todo esse
sistema de valores e criar um sistema próprio, que por
pior que fosse era melhor do que o sistema estabelecido.

A mente de Crowley, um misto de Nietzsche e Rabelais,
com uma estética egípcia e um negro senso de humor,
era, de certa forma, inescrutável.

Apesar de freudianamente seus complexos serem óbvios,
lendo Crowley nunca se tem certeza do que ele
realmente quis dizer. Ele brincava com o leitor,
geralmente o superestimando (principalmente nos
primeiros livros, cheios de referências obscuras
imprescindíveis para a compreensão da obra).
Apesar disto escreveu excelentes poesia e prosa,
mas que de forma alguma superaram o interesse do
mundo na história de sua vida, atribulada,
trágica e cheia de aventuras como foi, por si
só uma obra de arte.

Crowley nasceu em 1875, filho de um pastor de
uma seita fundamentalista protestante, que também
era dono de uma fábrica de cerveja.
Seu pai morreu cedo, deixando boas lembranças
no menino, mas sua mãe, segundo ele, era uma
"estúpida criatura", e as brigas da adolescência
logo fizeram com que sua mãe o chamasse de "Besta",
apelido que adotou posteriormente e que lhe trouxe
boa parte da fama.

Na escola se mostrou brilhante e obediente, até
que foi culpado injustamente de um pequeno delito
e foi posto de castigo, a pão e água, o que
piorou sua já fraca saúde
(tempos depois lhe receitariam heroína para a asma,
substância que usou até os 72 anos de idade,
quando morreu de parada cardíaca).

Crowley nunca esqueceu desse tratamento,
e desde menino começou a achar que havia algo
de errado com o "senso comum" da época.

Decidiu ser um homem santo, e cometer o maior
pecado, como em uma lenda dos Plymouth Brothers
(culto de seu pai) que afirmava que o maior santo
cometeria o maior pecado.

Na Universidade Crowley finalmente se encontrou.
Com muito dinheiro (da herança de seu pai)
e livre da repressão da família, exerceu todas
as atividades pelas quais ficou conhecido:

alpinismo, poesia, enxadrismo, sexo e magia, e,
dizem, foi excepcional em cada uma delas.
Crowley travou contato com a Golden Dawn, uma
ordem pseudo-maçonica de prática ritualística e
iniciatória que esteve em seu auge no fim
do século passado, quando Crowley a freqüentou.
Subiu rapidamente pelos graus da ordem, mas foi
barrado por um grupo de pessoas que chegaram a
afirmar que a "ordem não era um reformatório".
Crowley era desconsiderado pelos intelectuais e
desprezado pela burguesia, fato que o pode ter
levado a suas inúmeras viagens e expedições de alpinismo.

Crowley pode parecer extremamente arrogante e narcisista
em seus escritos, mas isso não parece ser verdade,
se examinamos sua vida a fundo. Ele sempre buscou
o reconhecimento e aprovação das pessoas,
e quando notou que isso não era possível,
mantendo sua crítica atroz aos absurdos do
puritanismo inglês, ele resolveu aparecer fazendo
escândalos, reais ou falsificados, ao estilo do
estereotipo "falem mal, mas falem".

Mesmo assim em sua autobiografia
("Confessions of Aleister Crowley")
ele se mostrou extremamente magoado quando
a imprensa marrom inglesa
(conhecidíssima até hoje e abominada
pela família real inglesa)
inventava alguma coisa absurda e
terrível ao seu respeito, como em uma
ocasião em que o acusaram de comer carne humana
na expedição ao monte K2.

A Golden Dawn recusou iniciação a Crowley,
mas seu chefe, McGreggor Mathers não.
Talvez interessado no dinheiro do jovem
Aleister Crowley ele o iniciou, e logo se
tornou um mestre para Crowley.

Seus trabalhos mágicos e estudos místicos o
levaram as mais diversas partes do mundo,
experimentando com todas as formas de catarse
e intoxicação, que considerava como bases da religião.

Mas pouco a pouco se distanciava de Mathers,
que a essa altura já havia se proclamado em
contato direto com os "mestres" que regem a terra,
e com isso seu autoritarismo se tornou insuportável.
Crowley foi o único a defendê-lo até o final,
quando percebeu que tudo não passava de uma farsa.

A crença de que existe um grupo de iniciados
secretos que carregam o conhecimento humano e
são os verdadeiros "chefes" da terra é
compartilhada no sentido estritamente literal por
muitas pessoas e seitas. Crowley aceitou essa idéia
de uma forma ou de outra até o fim da vida,
mas empregou diversas interpretações para estas
entidades, algumas baseadas na psicologia
(recém estabelecida como uma
ciência por Freud, na mesma época).

Mas, desiludido com a Golden Dawn, passou alguns
meses afastado da magia, e pouco a pouco se
reaproximou, trabalhando sozinho.

Então numa viagem ao Cairo em 1904,
recém casado, sua esposa começou a falar
algumas coisas estranhas das quais ela não
poderia ter conhecimento. Ela o mandou
invocar o deus Hórus.

Dessa invocação surgiu um texto pequeno,
de três capítulos, intenso e esquisito,
ditado por um dos "ministros" da forma de
Hórus conhecida por "Hoor-Paar-Kraat",
Harpócrates, Hórus, a criança. Aiwass era
o nome dessa entidade, depois reconhecida como
o Sagrado Anjo Guardião do próprio Crowley.

Com isso três coisas estão subentendidas:
Aiwass era um dos "mestres" que regiam o
presente Éon, dedicado ao Deus Hórus, seu mentor;
era também uma entidade não totalmente separada
de Crowley, embora devesse ser tratado como tal,
alguns poderiam dizer que ele era o self
junguiano de Crowley (mesmo ele reconheceu isso),
outros, maldosamente, que era sua Sombra
(termo que em psicologia junguiana designa
a parte de nós que reprimimos e que contém
aquilo que temos medo de admitir);
Crowley demorou cerca de 5 anos para acatar
o que o texto dizia. Uma das profecias previa
a morte de seu filho, que acabou por morrer mesmo,
de doença desconhecida.

Quando finalmente aceitou o Livro da Lei estava
em contato com um corpo germânico de iniciados,
que em outro livro dele ("The Book of Lies")
encontraram um segredo de magia sexual que
pensavam ter o monopólio no ocidente.
Nem Crowley havia entendido o que tinha
escrito, mas aceitou mesmo assim um alta
posição hierárquica na Ordem. Era a Ordo
Templi Orientis, que até hoje detém os direitos
sobre os textos de Crowley posteriores a 1910.

A O.T.O. existe até hoje (ou melhor existem,
visto que houveram cisões e brigas e etc, que
somando com os charlatões, devem somar mais de
30 O.T.Os., por alto. A maioria clama legitimidade.)

Crowley perdeu muito dinheiro publicando seus próprios
livros e os vendendo a preço de banana.
E a incompetência de um tesoureiro da O.T.O.,
que perdeu um galpão cheio de livros num lance
mal entendido até hoje, acabou causando sua bancarrota final.

Além da O.T.O. que tinha bases maçônicas,
Crowley criou um corpo próprio, designado
como A.:.A.:.., esse corpo, muito mais velado,
deveria servir como que "escola de treinamento"
para os possíveis "mestres" da humanidade.

Crowley sobreviveu de doações e venda de
livros até o fim da vida. E morreu em relativa
miséria, ainda viciado em heroína, pouco tempo
depois de terminar seu último trabalho, um livro
sobre o Tarô que Lady Frieda Harris havia pintado
com suas indicações. Um baralho magnífico.

Bibliografia:

"Confessions of Aleister Crowley", A. Crowley, Penguin
"The Eye in the Triangle", Israel Regardie, New Falcon Publications
"The Legacy of the Beast", Gerald Suster, Weiser
O melhor é "The Eye in the Triangle". Em português
não se deve deixar de ler o verbete "Aleister Crowley",
na "Enciclopédia do Sobrenatural", da LPM.

Fontes:

Alphalumen

Abarata

20 Anos Depois dos 10 Mil Anos Atrás

Posted in Música on março 21, 2009 by BernardoMontador
   

20 Anos Depois dos 10 Mil Anos Atrás
Uma Exclusividade Para Os Fans

do Grande Mito do Rock Brasileiro

Pensando em Raul Seixas

20
anos de saudade

Os Panteras e Roberto Carlos

Pensando
em Raul Seixas
Músicas
em homenagem ao Maluco Beleza

 
01 – Raulzito Seixas – Sérgio
Sampaio
02 – A História do Luar – Régis Waldo
03 – Menino Maravilhoso – Zé
Índio
04 – A Semente Germinou – Amorin Menezes
05 – Carta à Raul Seixas –
Rivando Góis
06 – Mister Luar – Nando
07 – O Camaleão – Tukley
08 –
Toque de Mestre – Darlan Moreira
09 – Tributo à Raul Seixas – Alma
Gêmea
10 – Rei Raul – Luis Castelhano
11 – Trem Vagabundo – Banda
Funcionários de Deus
12 – Como Vai Nosso Saber – Roberto Seixas
13 – A
outra Mosca – Intrusos
14 – Do Rock Ao Samba, Todo Mundo Maluco Beleza –
Carlão Maneiro
15 – Rock ‘n’ Raul – Caetano Veloso
16 – Cavaleiro das
Estrelas – Jerry Adriani
17 – Para Raul – Zé Ramalho
18 – Assim Falou o
Poeta – Zé Geraldo
19 – Pro Raul – Kim Kehl e os Kurandeiros
20 – Meu
Amigo Raul – Caverna
21 – Um Canto Para Raul – César Di
22 – Uma Canção
Para Raul – Afonso Rodrigues
23 – Raul Seixas Vive – Bagman
24 – Fiquei
Amigo de Raul Seixas – Os Beagles
25 – Toca Raul – Claudio Fraga
 
Downloads

 
 
 


 
Sylvio Passos e Raul Seixas

RAUL ROCK CLUB/RAUL SEIXAS
OFICIAL FÃ-CLUBE
Caixa Postal 12.106 – Ag. Santana
São Paulo – SP – CEP:
02013-970 – BRASIL
tel/fax (11) 2948 2983
celular  (11) 8304
4568
Site RRC: http://www.raulrockclub.com.br
Blog: http://sylviopassos.blogspot.com
YouTube:
http://www.youtube.com/user/sylviopassos
MySpace: http://www.myspace.com/sylviopassos
Windows
Live Spaces: http://sylviopassos.spaces.live.com
 
Veja o vídeo  "Meu Amigo Raul" acessando o link
abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=LXOXrKmrJW8

Atenção:
Essa Postagem Foi
Extraida do Blog de Sylvio Passos
Situado Nesse Link Abaixo…

http://sylviopassos.spaces.live.com

Abraços e Sucesso!!!!!!!!

Banda Metamorphosis

Posted in Música on março 20, 2009 by BernardoMontador
Por Junior BAMBA, baterista da Banda
e Argeu California Seixas

A Banda Metamorphosis,
tem uma história muito engraçada.
é na verdade uma banda de covers,
esse grupo de jovens vivem
fazendo shows de vários artista,
por cidades como Boa Vista a
capital de Roraima, Manaus no
Amazonas e em outros estados
do Brasil.


Fábio tecladista

Sempre cantam músicas do pop
rock brasileiro e as vezes de bandas
Americana, Europeia e ETC.

O fato curioso é que a Banda Metamorphosis,
já é uma celebridade
sem saber que são.


Junior Bambam baterista

Anos antes esse mesmo jovens
foram integrantes de uma
banda chamada SOS BLUES,
criada pelo FAN CLUB – Nova California Seixas
em Roraima, para participar de uma homenagem ao grande
Rei do Rock Brasileiro RAUL SEIXAS. ( obs: ver Amídio Junior ),

A Banda SOS BLUES
teve a companhia do vocalista
Amído Junior que era
integrante da BANDA BLUES.


Junior Bambam baterista

Os integrante da ùnica apresentação da
SOS BLUES foram:

* Junior na BATERIA,
* Rogério na GUITARRA,
* Mister Bob no BAIXO,
* Fábio nos TECLADOS
* e Amídio Junior no VOCAL e VIOLÃO…


Rogério Guitarrista

A Banda Metamorphosis hoje
com os integrantes na ativa são:

* Bambam bass no contra baixo,
* Fábio nos teclados,
* Renê da bateria,
* Rogerio na guitarra,
* Wilton Fernandes o Raul cover do norte no Vocal,
* John Mayson tambem vocal com Pop rock nacional.


Junior Bambam baterista

A banda vem fazendo shows há sete meses ja
com o nomi Metamorphosis, mas, desde 1999
os mesmos integrantes ja faziam shows como
Banda S.O.S Blues e depois
como Banda Reluz no inicio da
decada de 2000.

Só em 2008 que a Banda
virou Banda Metamorphosis.

Visite a página da banda no
FAN CLUB – Nova California Seixas

Valmir Jordão

Posted in Poetas on março 19, 2009 by BernardoMontador

> por Urariano Mota

 

   “A Queda

   Tropecei, caí na rua,
   ao tentar pegar,
   com as mãos, a lua”.


Esta
não é a primeira vez em que o encontro.

E aqui, como sempre, ele me
surpreende.

Desta vez, para esta entrevista, ele chega zen, diferente
do

seu natural agitado, satírico,  irreverente.

Da vez anterior, estava
deprimido,

amargo, bem diferente do seu modo alegre,

espirituoso, de
criações nascidas do ar, impagáveis.

Da primeira vez, ele estava
agressivo, raivoso, anárquico.

Mas tais encarnações fazem parte de uma
mesma pessoa.

Nada misteriosas. Desta vez ela está mais sereno porque,

digamos, entorpeceu a fúria entre cigarros.

Na segunda, anterior, a sua
tristeza vinha de

não saber onde iria morar.

Na primeira vez, a raiva
tinha origem em…

precisa mesmo de razões para uma

sensibilidade estar
com raiva deste mundo? 
 

Este
homem, que se apresenta agora, é autor de

versos que hoje correm mundo,
tão antológicos que

viraram quase domínio público,

“Coca para os ricos
/ Cola para os pobres / Coca-Cola é isso aí”.

E autor, também, além dos
magníficos versos

lá em cima, que tão eloqüente falam do seu

modo de
ser e estar no mundo, de versos que

falam não dos marginalizados, mas

como um marginalizado, de consciência poética:


AH, RECIFE
Dizem os bardos que uma cidade
é feita
de homens,
com várias mãos
e
o sentimento do mundo.
Assim Recife nasceu no cais
de um azul marinho e celestial,
onde suas artérias evocam:
Aurora, Saudade, Concórdia,
Soledade,
União, Prazeres, Alegria e Glória.
Mas nos deixa no chão,
atolados na lama
de sua indiferença aluviônica:
a ver navios com suas hordas
invasoras
e o Atlântico
como possibilidade
de saída…

No
entanto, o que mais me surpreende agora nesta entrevista é a sua

fé na
poesia, nos frutos e destino da literatura, apesar de todas as
adversidades.

Como aqui, neste trecho:

“Eu
não faço livro só pra vender. É o seguinte: a literatura pra mim é um
caminho.

Não é um fim de ganhar dinheiro, sabe? Nem meio de ganhar
dinheiro.

Pra mim ela é um instrumento de trabalho, que eu adoro fazer,
que eu amo fazer.

Agora, essa história do toma lá, dá cá, existe, sim,
porque você recebe muito carinho,

muita gentileza, e um livro não paga
uma gentileza. Nem há dinheiro que pague uma gentileza, entendeu?”

Vocês
entenderão a força de tal crença se souberem que o poeta vive disso,
que ele vive de poesia….

devemos dizer, se não nos contaminamos dessa
fé, que o poeta procura viver de poesia, tenta viver,

tropeça na rua só
de poesia, nada mais que poesia.

Que força penitente é essa? Entendam
melhor o que isso significa, na transcrição que fazemos do nosso
diálogo:

Como é o teu processo de trabalho?


Eu anoto, assim, tópicos. E começo a somatizá-los.  Assim, sem forçar a
barra.

Começo a pensar sobre eles e aquilo vai tomando conta. Fico
esperando o poema engravidar.

Se eu estiver muito interessado, isso
leva uns três dias. Se eu estiver muito focado nele.

Isso um poema, ou mais de um?

Dessa última vez exagerei, no livro Haikaindo na real. Foram 14

poemas em um dia e dez no outro. Uma gravidez fuderosa.

E quando você fez isso, quais eram as suas condições materiais de vida?

Materialmente, nada de próprio. Estava morando na casa dos outros,

estava sem emprego, vivendo de bicos, de fazer recital.

Pra pegar um mote seu, você faz tanto bico, que vive tempos bicudos.

Há muito tempo.

E seu processo de produção? Você escreve à mão?


Não tenho computador, nem máquina de escrever. Eu escrevo à mão.

Eu
acho ótimo esse processo, porque é o seguinte: quando escrevo à mão,

eu
memorizo o texto. Quando eu leio, eu tenho que ter um processo de
releitura,

pra poder memorizar. Eu tenho uma memória táctil. Eu tenho
que pegar na caneta,

escrever, fazer aquela palavra. Num processo de
criação isso é muito forte.

E depois de escrever num caderno, num bloco, você vai digitar?


Não, não. Eu deixo amadurecer uns três, quatro dias, e volto, pra
rebuscar.

E fico juntando. Quando tenho em torno de 40 ou 50 poemas, já
dá um livro.

Aí eu vou pra uma Lan House. Eu não tenho computador, detesto incomodar.

Você entrar no computador de um seu amigo, eu acho uma intromissão.

Aí na Lan, digito, coloco no meu email, guardo, e gravo num CD. Depois levo pruma gráfica.

Um livro de 40 poemas tem que custo?

Fica em torno de 2.000 reais, para mil exemplares. Aí eu vendo cada um a 10 reais.

Se você vender tudo, terá 10.00 reais.


Mas isso eu não vendo tudo. De 100 a 150 exemplares deixo pra
divulgação em jornais,

bibliotecas. Há também as pessoas que não podem
comprar,

e que você percebe que estão a fim de ler. Aí eu dou o livro.


De modo bem seco e contábil, se é possível. Você gastou 2.000 reais, e
f

aturou 8.000 reais, se muito. Diferença de 6.000 reais. Você ganha
isso em quanto tempo?

Se for sistemático, nessa abordagem aí, esgoto essa edição em um máximo de 6 meses.

Você acha então que teve lucro?


Eu acho o seguinte: deu pra pagar algumas contas,

e fazer uma
divulgação boa. Só que isso é uma microdivulgação.

Não é nenhuma Apple.
Mas um dia a gente chega lá…

Como é que você comercializa a sua poesia?


Em recitais. Mas a maioria das vezes eu faço apresentações em

escolas,
universidades, sindicatos, e levo o livro. Já fiz uma apresentação com
a Orquestra Sinfônica do

Recife, em novembro de 2004. Eu, França, Malungo, Fernando Chile, Miró, Cida.         

Você faz o recital e depois vende o livro às pessoas?


Antes de começar o recital, eu aviso: “Ó pessoal, eu estou com um livro
meu aí, de poesia”.

Eu recito uns 4 ou 5 poemas e saio vendendo.
Normalmente, sou bem recebido.

Mas já houve quem me dissesse, “isso é
coisa de veado”. Eu respondi, “é, compadre,

fazer o quê, não é?”. Mas
em um recital, nunca tive uma reação desse jeito.

A tua sobrevivência física no dia a dia, como é?

Oficinas de literatura, como estou fazendo agora.

Mas você não tem isso os 12 meses do ano. Nem tem décimo terceiro, nem férias.


Não, não.  Eu sou muito cigarra, mas tenho um lado formiga também.

Eu
guardo um pouquinho. Canto, e deposito uma parte desse canto, um terço.

E me mantenho com o restante.

Mas como bom ciclista, você não pode parar. Se adoecer, se ferra, não é?

É…
é…. mas é o seguinte, eu descobri uma coisa. Nunca fui atrás de
previdência,

de coisa nenhuma. Até pelo fato de que… desde os 13 anos
eu me mantenho.

Eu sei que tudo custa. Então eu corro atrás.  Agora eu
tenho uma outra forma.

Eu sou artista, não sou bandido, nem
comerciante.


Urariano Mota e Valmir Jordão


O
poeta agora tem 47 anos. Apesar da estatura, um pouco abaixo da média,

apesar da falta de armas físicas, é um homem de absoluta coragem
artística.

Quem o vê assim, não imagina uma conversa que teve com um
criminoso.

Ela havia emprestado 50 reais ao delinqüente, e ao cobrar o
pagamento

da dívida, recebeu a resposta:

– Não enche o meu saco, cara !

Ao que ele, Valmir Jordão, esse homenzinho convicto da sua singular diferença, respondeu:


Escuta aqui. Tu estás pensando que só porque tu és bandido,

eu tenho
medo, é? Eu sou artista, cara. Eu sou poeta, cara, tás me entendendo? 

Não
sabemos se o bandido entendeu, ou se até hoje imagina que artistas
assim possuem

uma entidade que os defenda de todas as balas e facas. O
certo é que ele compreendeu que

ali estava um ser de formação única, de
poderes estranhos mas dignos de respeito, porque até hoje o poeta está
vivo.

Mas
continua em perigo. Valmir Jordão vem de uma geração de poetas urbanos,

radicais no seu fazer poético, que fazem da poesia morte, vida e
profissão. São, por

baixo, mais de 50 poetas no Recife, das mais ricas
tendências, que se apresentam em

palcos, em shows, em recitais. Por
enquanto, tamanha é a cegueira, eles se fazem notar

mais pela palavra
falada que pela escrita. E a razão é simples, se perdoam a pobreza do
adjetivo.

Os seus poemas estão em edições
pequenas, de tiragens pequenas, de circulação pequena, de preço
pequeno.

Diferente dos grandes, eles são todos filhos de má família, um
eufemismo que apenas quer dizer,

como Valmir disse em MATER: “Não culpe
as putas / pelo comportamento / nefasto dos filhos”.

É de uma grande
brutalidade essa poética. Como em seu Monólogo de um

Cidadão da
Mauricéia Favelada, do qual copiamos as
estrofes:


“Princesa das águas sujas
das pontes e dos mendigos
não és digna da legião
de subversivos
gerados em bacanais.

Foda-se, Recife!
com a insurreição reacionária
com essas procissões
de famintos e esfarrapados,
com a decadente oligarquia
malária,
e seus poetas abandonados”.


Despertei para essa poesia quando faleceram dois poetas-símbolo do movimento,

Chico Espinhara e Erickson Luna.
O intervalo dos seus óbitos foi curto e

eloqüente. Chico, em fevereiro
de 2007, Erickson em abril de 2007.

Dois meses entre um e outro. De
males diferentes, mas de gênese única.

Ambos poetas cujo estilo de
vida, de aparência romântica, foi antes uma autodestruição

pelo álcool
e por outras drogas que não atingiram o veneno da legalidade.

Dois
poetas representativos de uma das tendências do movimento.

Mal refeito,
no começo de outubro do mesmo ano, recebi a pancada do óbito do poeta
França.

Diante disso, pude então sentir que, na próxima vez em que
encontrasse um poeta, deveria falar

bem alto o que eu pensava, para não
procurar depois uma inútil, compensatória estrela no céu.

Por isso cumpro um dever, quando lhe pergunto: 

Como chegou o seu  reconhecimento como poeta?


Foi no Diretório Central de Estudantes, da Federal, em 1990, quando
vendi numa noite 500 livros.

Pra mim aquilo foi impactante. Então foi
quando eu decidi abandonar as outras coisas.

Porque eu já fui
balconista, já fui auxiliar administrativo, trabalhei 10 anos na
Farmácia dos Pobres.

Como é que com profissões tão distantes do livro, você descobriu a poesia?


Porque eu tinha preguiça de fazer as atividades que eu estava
exercendo. Por pura preguiça.

Eu achava aquilo tão medíocre,
entendesse? Eu me disse: pra ganhar esse dinheiro que eu ganho aqui,

ralando 10 ou 12 horas por dia, eu ganho trabalhando pra mim.

Mas como você tomou contato com a poesia, vivendo num meio tão antipoético?


Aí foi leitura mesmo. Eu era comerciário, e freqüentei muito de 76 a
83, freqüentei demais a biblioteca do

SESC do Cais de Santa Rita.
Demais, demais. Eu tinha 2 horas de almoço. Eu comia e ia ler.

Mas tinha algum poeta, algum professor, que soprou no teu ouvido, “Valmir, o caminho é este”?

Não, não. Foi uma decisão minha, pessoal, a poesia. Isso aconteceu depois que li

Noticiário, de Alberto da Cunha Melo.
Pra mim essa foi a grande descoberta.

Que eu era capaz de fazer poesia.
Quando eu li aquele livro, Noticiário, de Alberto da

Cunha Melo. É isso
ai. Digo isso de coração. Não é nenhuma bajulação póstuma. Não sou
homem disso.

 

Eu
sei bem disso. No enterro do poeta França, enquanto outros choravam, se
maldiziam,

brincavam e sorriam, Valmir se acercou do caixão e, de
frente para o poeta negro, fez um recital

somente para França. Em voz
alta a recitar versos, como se conversasse na melhor língua que sabe
fazer.

Um monólogo cuja força era um diálogo, possível, impossível,
real e imaginário. 

Falava para França da radical opção de suas vidas,
na certeza de que razões de se viver também são razões de se morrer.

Um
homem assim tem que ser respeitado. É uma luz, ainda que se apresente
sem grana,

sem dinheiro às vezes nem para o ônibus. Como ele já nos
ensinou uma vez:

“Prefiro o brilho dos punhais
a essa paz dominada pelo medo.
Na disputa dos eternos ideais,
é como não dormir e morrer cedo”.

 

Quando foi que começou a fazer poesia?

À vera mesmo eu comecei em 1979. Tinha 19 anos.

O que é começar à vera?


Antes eu trabalhei como gazeteiro do Jornal Fluminense, em Angra dos
Reis, no Rio de Janeiro.

Mas eu sou natural do Recife, da Rua da Praia,
do Mercado de São José. Antes de ser poeta,

enveredei por outros
caminhos. Comecei numa escola de ator. Só que passei tanta fome no

teatro que, depois de 2 anos, deixei. O que escrevia antes era letra de
música, eu era compositor.

Você lembra como foi o seu primeiro poema?

Lembro. Era um poema de nome Figura Nordestina…

Como foi que você passou a ser reconhecido como poeta? Quando?


A partir de 1990, com o poema Justiça Total (recita), meu grande poema.

Mas é um grande porque assim, mais acessível. Porque, pra mim, o meu
grande poema é Agonia (recita):

       Quando as brumas dos sonhos dissipavam
       náufrago ao queimar os meus navios
       a minha alma, faca de dois gumes,
       açoitava o verão que oprimia
       e o tempo se tornou meu inimigo
       aderindo à revolta da anarquia.

       As flores exalavam asfalto quente
       e as cores se apresentavam deprimentes
       invoquei, implorei aos ancestrais
       pela volta da eterna primavera
       que os olhos esperavam entre dentes.

       Porém prefiro o brilho dos punhais
       a essa paz dominada pelo medo.
       Na disputa dos eternos ideais,
       é como não dormir e morrer cedo…

Outro meu grande poema é Ser ou não Ser Humano. Outro grande é Ilusão Idiótica, um soneto.

Até então a poesia pra você era inacessível.


Eu lia muito Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, eu gostava de crônica.
Não era poesia.

Mas aí quando eu li Noticiário, descobri que podia ser
poeta.         

Você então teve contato com Alberto da Cunha Melo, a partir disso aí?


Pessoalmente. Tomei muita cachaça com ele. Ele sempre foi um cara
terra, um cara amável.

A primeira coisa é que ele era uma estrela de
grandeza, então não tinha baixaria nenhuma.

Daí você passou a fazer e vender poesia?

 Eu
não faço livro só pra vender. É o seguinte: a literatura pra mim é um
caminho.

Não é um fim de ganhar dinheiro, sabe? Nem meio de ganhar
dinheiro.

Pra mim ela é um instrumento de trabalho, que eu adoro fazer,
que eu amo fazer. Agora,

essa história do toma lá, dá cá, existe, sim,
porque você recebe muito carinho, muita gentileza,

e um livro não paga
uma gentileza. Nem há dinheiro que pague, entendeu? Então eu tenho

esses valores também da lealdade, da consideração, acho isso muito bom.

 
E a sobrevivência espiritual?


Eu sou um homem que tenho o privilégio de acreditar nos orixás, de
acreditar no budismo…

mas não sou sacerdote de nada. Nem da poesia,
porque me sinto meio relapso.

Eu podia ser um poeta bem melhor. Por
exemplo, eu li o que me identifiquei. Eu não li o que está na moda.

Existem grandes poetas que deixei de ler. Eu acho uma burrice minha,
mas não saco Auden.

Mas gosto de William Blake. Mas gosto de Walt
Whitman…

O que você deveria fazer pra ser um poeta melhor? (Ruídos insuportáveis no bar, risos, barulho)


A busca… Eu me policio muito. No sentido de vaidade pessoal. Afinal
de contas, ninguém…

eu tenho duas teorias sobre o outro. Uma é
sartreana, o inferno são os outros.

A outra é mais coletiva, a de que
um mais um é sempre mais que dois. Eu tenho essa dialética, essa
dicotomia.

Mas o que isso tem a ver com um projeto de vida ou de trabalho pra ser um poeta melhor?

Não é a questão da forma, mais. É uma questão de ser coerente, pra não ficar aí sofismando.

Se você não se policiasse, você faria o quê?


Você é um correspondente de guerra! Você está buscando nas profundezas.
(Pausa)

Eu digo a você uma coisa: acho que eu estaria liderando uma
resistência política. Não partidária,

mas de movimento social.

Você lideraria o quê, um exército de marginalizados?


Eu acredito na cidadania. Não um exército de marginalizados. Eu iria
fazer uma

campanha, uma erradicação da marginalidade. Falar pra esse
povo sobre a cidadania de que eles não têm consciência.

Quais são as influências marcantes na sua poesia?


Não sou panfletário, mas adoro poesia política. Lorca, Neruda, Carlos
Drummond de Andrade.

Na poesia pernambucana tenho muitas. Alberto da
Cunha Melo, com Noticiário.

Ele me chamou a atenção de que eu era capaz
de escrever poesia. É um livro de 78.

Manuel Bandeira. Jaci Bezerra. Ângelo Monteiro.
Antonio Campos. Erickson Luna,

o grande mestre, o grande pareceiro,
porque éramos pareceiros.

Não éramos parceiros nem irmãos. Éramos
pareceiros. Geraldino Brasil.

Que influências não literárias tem a sua poesia?


A política. Eu despertei pra política muito cedo, com 16 anos. Mulher.
Boemia.

A minha mãe é uma sábia chinesa. É uma operária negra, uma
sábia chinesa. Ela sabe dividir.

Ela sabe o momento. Ela segue o Tao.
Ela sabe a hora da intervenção.

Ela deixa, ela quer ver até onde vai o
gênio de cada um dos filhos.

Ela dá aquela liberdade para educar. É uma
dialética diferente do dizer não.

Mas você não vai levar sua mãe pra cama.

Lógico que não. Adoro a mãe dos outros. (Risos)

Você recomendaria o ofício de poeta para os seus filhos?

Eu não tenho filhos. Mas se tivesse um, eu recomendaria a ele que o poeta transcende.   

 

NOTA:
A entrevista que acabam de ler foi enviada ao poeta, para a sua
aprovação.

Ele não pôde vê-la, por razões, digamos, materialmente nada
próprias.

Ainda assim autorizou-a, com uma de suas criações que ele
pega no ar, na hora. Pelo telefone me disse:

“Tudo vale a pena quando a
alma não tem um centavo”. 

(julho
de 2008)

 

URARIANO MOTA é escritor e crítico literário.
             urarianoms@uol.com.br


Postagem extraida da Página
http://www.interpoetica.com/entrevista_valmir.htm

Sérgio Leite

Posted in Música on março 18, 2009 by BernardoMontador

Sérgio Leite

Sérgio Leite é músico de Belém do Pará,
com 25 anos de carreira, formado no

 curso de
Licenciatura Plena em
Educação Artística com Habilitação

em Música pela
Universidade
do Estado do Pará UEPA,

foi professor e instrutor de

cursos musicais no SESC,

participou do coral da UEPA,
e possue curso de
regência musical,
dentre outros.

Participou de varias bandas destacando-se,
a Orquestra de Sopro do

Conservatório Carlos Gomes,

onde atuou como percussionista.



Já realizou
diversos show,

dentre eles se destaca o show que
faz em homenagem

à
Raul Seixas, um dos maiores
mitos da musica no Brasil.



Show esse, muito
elogiado pelo
publico e mídia local e nacional,

devido a grande semelhança
do seu
timbre vocal com

o de Raul Seixas.


Participou de diversos
festivais
dento e fora do Estado do Pará,

conquistando vários prêmios.

Possue dois CDs
solos e mais outros seis

CDs em companhia de outros artistas.

Aqui estão algumas das
músicas,  ja gravadas em cds.

 
01 – A CULPA É DE QUEM? (Sérgio Leite & Renato Coral) CD II SERVIFEST

02 – AMBIVALÊNCIA (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Dois Em Um

03 – AO MEU PEQUENO (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Dois Em Um

04 – ARQUITETO DE DEUS – LANDI (Sérgio Leite) CD Sérgiio Leite

05 – ASKING FOR A BLESS (Sérgio Leite) CD Sérgio Leite

06 – CANTORIA DE RIO (Sérgio Leite & Jorge Campos) CD 1º Festival de Música de Icoaraci

07 – CHORA AÇAÍ (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Chora Açaí

08 – DEPENDÊNCIA (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Chora Açaí

09 – ENTRE ESPINHOS E ROSAS (Sérgio Leite & Renato Coral) CD Sérgio Leite

10 – FAROESTE OFICIAL (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Sérgio Leite

11 – GENTE DA PRAÇA (Sérgio Leite & Fabiano Bastos) CD Porto do Som

12 – INÃ (Sérgio Leite) CD Sérgio Leite

13 – INÉDITA CÓPIA (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Dois Em Um

14 – LOUCO DE NASCENÇA (Sérgio Leite & Raul Seixas) CD Sérgio Leite e Cd Sérgio Leite Canta Raul Seixas

15 – LUZ, CÂMERA,AÇÃO! (Sérgio Leite & Renato Coral) CD Sérgio Leite

16 – NÃO É PARÁ ISSO! ( Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Chora Açaí

17 – NÃO HÁ DESILUSÃO (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Dois Em Um

18 – O PEQUENO PRODUTOR – OPERETA (Sérgio Leite & Renato Coral) CD Sérgio Leite

19 – REBELDIA ROMÂNTICA (Sérgio Leite) CD Sérgio Leite

20 – RISCO DE VIVER (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Sérgio Leite

21 – SABOR MARAJOARA (Sérgio Leite & Renato Coral) CD Sérgio Leite

22 – S.O.S. MOSQUEIRO (Sérgio Leite & Renato Coral) CD Sérgio Leite

23 – SUAVE E FORTE VENTO (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Chora Açaí

24 – VIAJAR (Sérgio Leite & Nei Oliveira) CD Chora Açaí

Músicas ja gravadas, mas que ainda

não foram lançadas no mercado.

 
01 – ABICORANDO (Sérgio Leite & Jorge Campos)

02 – AFINIDADE (Sérgio Leite & Jorge Campos)

03 – ALGUÉM COMO VOCÊ (Sérgio Leite)

04 – APOCALIPSSINAL (Sérgio Leite & Jorge Campos)

05 – A RAINHA DO BOM "CAT" (Sérgio Leite)

06 – AS ESTRELAS FLUTUAM (Sérgio Leite & Jorge Campos)

07 – CÉLULAS (Sérgio Leite & Nei Oliveira)

08 – CINZAS (Sérgio Leite & Nei Oliveira)

09 – CONTRIÇÃO (Sérgio Leite & Jorge Campos)

10 – CORREDEIRA (Sérgio Leite & Jorge Campos)

11 – MOINHOS DO TEMPO (Sérgio Leite & Jorge Campos)

12 – NO RUMO DE SHANGRI – LÁ (Sérgio Leite & Jorge Campos)

13 – O BURACO (Sérgio Leite & Ranato Coral)

14 – PAUSA PARA O CORAÇÃO (Sérgio Leite & Nei Oliveira)

15 – REFLEXO DO AMOR (Sérgio Leite & Nei Oliveira)

16 – SERVI – DOR (Sérgio Leite & Renato Coral)

17 – SUBLIME AMOR (Sérgio Leite & Nei Oliveira)

18 – UM POUCO DE NÓS (Sérgio Leite & Nei Oliveira)

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